quinta-feira, 2 de julho de 2015

FOTO LEGENDA III - VIAGEM AO PERU - LIMA, BANHO TURCO E COMIDA BRASILEIRA


"Aji de Pollo com Camarão" uma delícia que provei em um restaurante indo pra Lima  


A cada cidade havia uma parada ou mini-terminal das empresas.
Em uma cidade qualquer foi possível encontrar da Flores 

Registro de uma das cidades que passamos 

A cidade de Cusco vista do alto

A medida que o dia nascia a lua brilhava intensamente 

Durante o trajeto foi possível encontrarmos grandes blocos de gelos nos altos das montanhas  

Durante o trajeto placas indicativas informavam os motoristas. As vias são bem sinalizadas
Nessa região de neblina, a impressão que tínhamos é que estávamos andando nas nuvens
 

Lá em baixo já é possível enxergarmos a cidade de Lima 


As estradas são estreitas e bem perigosas 

Lima é muito parecida com a cidade de São Paulo (SP) no que diz respeito ao trânsito
 
O tão esperado Oceano Pacífico visto do alto 

Acesse também outras fotos do início da "travel" clicando nos links abaixo:

FOTO LEGENDA I - VIAGEM AO PERU - O ESTRANHO, O MEDO E O DESEMBARQUE EM CUZCO

FOTO LEGENDA II- VIAGEM AO PERU - BANHO QUENTE/FRIO, FESTA E GUERRA DOS IDIOMAS

VIAGEM AO PERU - LIMA, BANHO TURCO E COMIDA BRASILEIRA

Pessoal, como havia prometido irei terminar de relatar a viagem para o Peru. Depois de alguns meses, a preguiça foi embora e resolvi continuar os relatos. Onde parei mesmo? Ah sim, lembrei! Às vezes a memória da gente falha mesmo (...)

Acessa as primeiras postagens sobre a viagem e as fotos legendas. Basta clicar no link:





O objetivo principal dessa viagem aos Andes, como havia dito, era participar do casamento e também fazer um intercâmbio cultural. Só que a cerimônia foi realizada na capital – Lima - aproximadamente 15 horas de viagem de autobus (1h15mim de avião). Então tivemos que apressar nossa estadia em Cuzco embarcar o mais rápido para Lima, afinal, o dia marcado para o “sim” dos noivos estava se aproximando.


SUBINDO, SUBINDO, DESCENDO, DESCENDO

Emerson posando no box da Flores, empresa de ônibus 



Saímos por volta das 23 horas. Cuzco estava terminantemente gelada. Tinha sido assim todas as noites. Barbosa e eu fomos pra famosa Rodoviária Internacional. A empresa que havíamos comprado às passagens, Flores, atrasou o embarque. Já visivelmente cansados e sonolentos, resolvemos passar a hora conversando com alguns turistas. Gente que nem imaginávamos de suas respectivas existências. A recíproca era verdadeira. Quando dizíamos que éramos do Brasil, o pessoal já abria um sorriso. Isto facilitou o contato.

Do vai e vem, notamos que apesar do barulho, dos gritos intermináveis das vendedoras de passagens que esgoelavam (Arequipa! Arequipa! Arequipa! Puno! Puno! Nazca! Nazca!) com um tom mais agudo que possa existir (Tom que doía nos tímpanos, nos cumes dos montes, na cachola), existiam pessoas que dormiam tranquilamente agarradas com suas malas. Outras até escreviam relatos e algumas fingiam que estavam lendo, mais que nada verdade estava de olho no fluxo.

Lá pelas tantas, uma comissária de terra gritou: “Lima! Lima! Lima! Miraflores salindo”. Nós corremos! Pegamos as nossas coisas e entramos no ônibus. De longe o veículo era novinho e bonito. Três andares! Uma maravilha de ônibus. Poltronas confortáveis e em nossa volta pessoas não tão simpáticas assim. Lembro-me de uma senhora que olhava várias vezes para mim. Sem entender eu respondia com um sorriso. Ela desviava os olhos. Volta e meia pegava ela olhando para mim. Seria amor? Admiração? Deixa pra lá.

Um filme de terror e outro da anaconda nos fizeram companhia 

O trajeto como havia esperado era subir e subir. Assim foi por longas horas. Sabe aquela sensação de subir uma escada estilo caracol? Era assim que nos sentíamos. Subia, subia, subia, subia e parecia que não tinha mais fim. Depois o ouvido começava a zunir. Adivinha quem estava dando as boas vindas? A bendita altitude. Emerson reclamou de dores. Eu não tive problemas, estava concentrado com meu MP3 que tocava freneticamente 14 bis, Caetano Veloso, Maná e também Flavio Venturini. Era o melhor remédio contra o ‘soroche’.

De repente tudo mudou. Começamos a descer, descer, descer, descer. Mais não era uma decida normal, como a gente desce a ladeira da Maternidade. Era com curvas, algo descomunalmente rápido. A barriga só sentia a pressão. Foi assim por muitos tempos. De repente, a senhora que tanto me olhava começou a passar mal. Usou o saquinho. O filho dela também. Ela tira de dentro da bolsa um maço de folhas de coca e oferece. Por educação, aceitei mais não masquei.

Tivemos uma parada. O motorista gritou que em “média hora” voltaríamos para o ônibus. A galera correu para o restaurante do posto de gasolina. Foi nesse lugar que experimentei uma comida deliciosa “aji de pollo”. Uma papinha feita de frango com um gosto de caldo knnor e arroz branco. Que gostosura! Emerson foi para o tradicional Lomo Saltado. Para ficar ainda melhor tomamos uma gelada gaseosa, para não dizer Inca Cola. Depois de engolirmos, o ônibus já estava nos esperando.

O sol já nasce bem brilha nos céus do Peru
O dia estava amanhecendo a lua gigante ainda estava brilhando intensamente no céu. Já era possível depois de tanta subida e descida andar em linha reta e enxergar a vida no campo. Quando a gente trafega pela carreteira peruana é comum encontrar camponeses movimentando suas plantações. Os animais também são comuns nas estradas. A cada ponto da estrada era possível ver a variedade de plantações. Algumas até coloridas. Normalmente as casas feitas de barro davam um charme ou um tom bucólico típico do nordeste brasileiro. Sabe?

À medida que o dia clareava tínhamos a oportunidade de conhecer um pouco mais desse rico país. Lembro que em certo momento via uma linda cachoeira fazendo seu trajeto entre os paredões de pedras e formando um lago de coloração verde. A vontade de descer do ônibus para ir tomar banho era muito grande. Na realidade era maravilhosamente clara água que dava o charme aquele lugar. Com certeza era muito gelada, durante bom tempo não via ninguém tomando banho por lá. Só pescando. Mais foi uma das imagens que não me sai da memória.
A imagem mudava a medida que fazíamos uma curva


BEM VINDOS À LIMA!

A cada parada pelas cidades, pensávamos que Lima nunca ia chegar, mais fácil chegar à tangerina, limão, laranja do que na bendita Lima. Talvez a ansiedade adicionada no liquidificador com um pouco do tédio, acrescentada com o mau cheiro que estava dentro daquele ônibus passava essa impressão. Foi muita concentração porque o aji que havia comido na madrugada queria sair pela boca e não saiu. O cheiro insuportável do banheiro e que se misturava com os saquinhos de vômito jogados nojentamente no chão pelos passageiros exalava um odor do apocalipse.

Resumindo o contexto: Se for a Lima de ônibus procure outras empresas. A flores foi irresponsável por não fazer a baldeação no ônibus. Tivemos que aguentar calados aquela falta de respeito com o cliente. Mais graças a Deus chegamos a Lima ainda pela tarde. Estava com um tempo muito nublado, escuro. Já se passava das 13 horas. De longe avistávamos os bancos de areia formados por dragas e que seriam transportadas em seguida. O fluxo de carro começava a aumentar. Grandes lojas, supermercados e prédios começavam a surgir.

Numa parada para o desayuno (Café da Manhã) próximo a Lima
Êba! Chegamos a capital peruana. Do ponto que estávamos trafegando ainda era o início da cidade. Rodamos muito ainda para chegar até o terminal da Flores. Por falar nisso, em Lima não existe um terminal rodoviário público como uma rodoviária. Cada empresa tem seu próprio terminal. Ou seja, antes de chegar a Lima é importante saber a localização do seu desembarque. Às vezes existem vários terminais dessas empresas espalhadas pelas zonas aí complica sua vida.

Pegamos um taxi e fomos para o hotel. Chegamos bem. Tomamos um banho bem quente, relaxamos e fomos comer. Na Avenida do nosso hotel (Avenida Internacional), existem vários restaurantes, comércios, casas de banhos turcos e massagem e ainda de quebra um metrô barulhento. Depois de passar o pano pela avenida, ligamos para a nossa amiga e avisamos que chegamos bem. Fomos dormir e preparar nossas coisas para o dia seguinte.

FAROFA DE OVO, BANHO TURCO E SHOPPING

Num pedágio que funciona dentro de Lima 
A cidade de Lima é muito parecida com São Paulo (Brasil). Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muita informação, é muito grande e também agitada. Tomamos café e esperamos a Ângela nos buscar no hotel. Foi muito bom revê-la. Deu para perceber que estava muito feliz por nosso reencontro. Levou-nos para a sua casa e adivinhem o que ela preparou? Arroz, feijão e farofa de ovos bem ao estilo brasileiro. Não pensem que esse seria o cardápio original. Ela já havia planejado um banquete, mas por atender um desejo nosso, ela quebrou “essa castanha”. Foi o melhor arroz com feijão e farofa de ovo com farinha de Cruzeiro do Sul que comi na minha vida. Uma Inca Cola foi adicionada a mesa para não perder a tradição.




Na cozinha, ela deu um show. Cardápio: Arroz, Feijão e Farofa de Ovo
A tarde foi tão gostosa que quase não tivemos tempo de rir. Era só gargalhando.
Do outro lado da rua uma bandeira do Brasil chamava atenção


Uma sopa de carne, macarrão e ovo. De entrada torradas e manteiga

Foi ótimo o reencontro. Conversamos sobre nossas profissões, sobre nossos amigos, sobre os bons momentos na redação do Jornal O Rio Branco. Além de fazer comida, imaginem só o que faziam os três jornalistas juntos: falar da vida dos outros. Depois fomos conhecer o restante da casa. A melhor parte foi a sacada do prédio. Ficamos lá por horas, bebendo um bom vinho, comendo besteira e rindo muito. Sem dúvidas fora uma oportunidade de matar a saudade do nosso país, afinal, o espanhol ficou de escanteio durante essas horas.
A noite estava friorenta e a neblina tomou conta

A noite chegou e fomos passear pela Av. Internacional. Por todos os lados que olhávamos existiam a tal “Chifa  Wok” que são restaurantes asiáticos. Parecia até que naquele lugar habitavam somente chineses, indianos, coreanos, tailandeses etc. Na realidade a gastronomia peruana é bem diversa e consegue reunir as iguarias de todos os países do mundo, numa grande mesa gastronômica.

À medida que andávamos pela Internacional encontramos também os banhos turcos. São casas de massagem que oferecem atividades relaxantes, com piscinas de água quente e saunas. Resolvemos entrar para conferir o que rola por lá. Confesso que fiquei surpreso. Muita gente falava mal desses ambientes principalmente no quesito promiscuidade mais não vi nada demais. As pessoas visitavam esses espaços para relaxar e fazer a limpeza corporal, ou até mesmo acessar a internet.

Foi possível encontrar várias qualidades de sabonetes, shampoos, pentes e barbeadores todos de grátis espalhados pelos balcões. Numa ala, você poderia pegar a sauna seca. No outro lado, sauna a vapor com cheiro de citronela exalando pelo ambiente. Mais a adiante, uma Lan House e um bar funcionava normalmente dentro do estabelecimento. Todo mundo de toalha ou roupão. Não era permitido ficar pelado por lá. Aproveitamos mais a piscina e a sauna. Realmente foi relaxante. Deu para curtir.

Uma das torres do shopping

o que mais chamou atenção foram as poucas coberturas do prédio
Fomos em seguida para o hotel se arrumar e aguardar a Ângela e seu noivo para irmos ao restaurante e logo depois ao Shopping Jockey Plaza. Um moderno e novo shopping que intriga os visitantes pelo tamanho e ainda por sua arquitetura. Quase não existe teto. Ele é mais ao ar livre do que coberto. Um encanto de lugar. Várias marcas de roupas internacionais, parques e restaurantes. Foi bom conhecê-lo.

No outro dia era a hora do “sim” ou “si”. O casamento do ano estava realmente se aproximando. Como convidado especial precisava descansar e preparar a roupa. Então seguimos para o hotel. Claro que não poderia resumir o casamento deles assim nessa postagem. Vou elaborar um bem especial. Porém, fique com algumas imagens que separei do nosso trajeto Cuzco/Lima.










quarta-feira, 1 de julho de 2015

REGISTRO: Família de tracajás tomando sol no Horto Florestal

"Pois a família é o perfeito vínculo de união".  

DIA DO BOMBEIRO: Campanha para ajudar militar com câncer é lançada

Joaquim Rodrigues Teles ao lado dos colegas no Batalhão dos Bombeiros (Foto cedida)

No Brasil a data 02 de julho é destinada a homenagear os bombeiros, uma corporação da Segurança Pública e da Defesa Civil. Mas, poderíamos relatar neste dia inúmeras histórias de pessoas que foram ajudadas por algum dos 580 militares quando passaram por apuros. Hoje, porém, vamos mostrar um caso de solidariedade e ajuda que vem acontecendo dentro da corporação no Acre.

Diagnosticado com câncer no estomago, o bombeiro militar Joaquim Rodrigues Teles Neto (46), tem recebido ajuda, por meio de uma campanha solidária, para realizar tratamento fora de domicílio mais precisamente na cidade de São Paulo (SP). Teles trabalha como bombeiro há 21 anos, tem três filhos e é casado. Atualmente está incorporado no 3° Batalhão da PM.  

Ao longo de sua carreira, Joaquim sempre foi destacado por realizar um bom trabalho principalmente por sua vida dedicada às práticas sustentáveis no esporte. Jogou futebol profissional no Rio Branco e também praticou corrida de rua.

No início do ano, durante passagem pelo Sul do país, ele se queixava da rejeição de alimentos sólidos, mas ao desembarcar em Rio Branco recebeu o diagnóstico. “Durante alguns meses, ele começou a perder peso, sentia dores no abdome, febre, vômito e outras manifestações. Daí recebeu o diagnóstico de câncer no estômago. De lá para cá, sem condições, ele luta para conseguir tratamento digno. E resolveu com a sua família buscar ajuda no Hospital das Clínicas em São Paulo”, comenta o colega Abrahão Púpio.

Segundo Abrahão, as passagens de Joaquim e da esposa foram doadas por amigos. O carro da família já foi vendido. Mesmo assim, os militares resolveram fazer uma campanha para arrecadar dinheiro para ajudar no tratamento do colega.

“Nada mais justo que repercutirmos essa ajuda no dia do bombeiro. Nós fizemos um pacto institucional para ajudar os colegas que passam por problemas. Sabemos que todos sofrem com alguma dificuldade, mas a solidariedade nos move e resolvemos lançar essa campanha”, relata Abrahão citando que Joaquim terá que custear despesas com aluguel, água, energia elétrica, alimentação, sem contar as despesas propriamente médicas.


Joaquim ao lado da esposa (Foto Cedida)

Os donativos em dinheiro poderão ser depositados na AGENCIA: 071-X CONTA CORRENTE: 68155-5. BANCO DO BRASIL. Contato de telefonia móvel: (68) 99824401; (68) 99288107 (Esposa: Rita de Cácia Pereira de Souza Teles).


Os militares estaduais (BM/PM) também poderão doar dinheiro via consignação em folha de pagamento através da associação. “Para desconto em folha de pagamento, também podem passar o valor da doação e o nome completo do doador, com posto ou graduação, via Whatsapp, para o telefone móvel do tesoureiro da associação (68) 9984-1204”, finaliza.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Acre fica entre os primeiros estados com maior número de homicídios por arma branca




Os estados do Amapá, Tocantins e Acre lideram o ranking das federações que mais totalizaram uso de objetos cortantes, perfurantes e pontiagudos usados para cometer homicídios no país. A constatação é do “Mapa da Violência de 2015” divulgado nessa semana em Brasília (DF) pela Faculdade Latino-América de Ciências Sociais.

No país, em média, 15,8% dos homicídios foram cometidos em 2013 com facas que são chamadas de armas brancas. O Rio de Janeiro é o estado onde menos se mata com armas brancas. O estado de São Paulo tem a sua proporção de 16,9 %.

Ainda abordando o quadro geral, o nosso país registrou 56,6 mil homicídios em 2013. Trazendo a nossa atenção a região norte, o Amapá teve a maior participação de arma branca no total de homicídios (46,6%), seguido pelo Tocantins (41,2%) e o Acre (32,8).

Também nessa semana, a Câmara dos Deputados desarquivou um projeto de Lei de 2004 que visa proibir o porte de armas brancas nas ruas. O texto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Casa de Leis.

Vale lembrar que a lei penal hoje não criminaliza o porte de facas e outras armas brancas. Se alguém for surpreendido portando uma faca em local público, pode ser conduzido à delegacia de polícia, onde a autoridade policial determinará a elaboração de um termo circunstanciado e o acusado será liberado. Em sendo criminalizado o porte de arma branca, o tratamento será exatamente o mesmo.

REGISTRO: O Meio/Fim Ambiente

Desconfie daquilo que pregam para você. A sustentabilidade é uma ilusão. O que estamos fazendo com o Meio Ambiente tem outro nome: ruína. 

EM BUSCA DE NOVOS FIÉIS ESTRANGEIROS, GRUPO REALIZA REUNIÕES EM ESPANHOL


O grupo ajuda diversas imigrantes por ensinar a bíblia e como viver no Acre (Foto Arquivo Pessoal)


Um grupo de voluntários das Testemunhas de Jeová, conhecidas mundialmente por sua obra de estudo e ensino da bíblia, tem ajudado os imigrantes que por aqui vivem. Há mais de 4 anos, eles dedicam parte dos seus afazeres a ensinar os estrangeiros principalmente, os que falam o espanhol, os assuntos bíblicos e também as relações sociais e culturais do nosso país.

De bairro em bairro de nossa capital, Rio Branco o grupo auxilia 43 pessoas vindas de diferentes lugares do globo terrestre como, por exemplo, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Espanha, Peru e Haiti.

Jailton Oliveira é um dos membros deste grupo. O voluntário tem se destacado em nossa sociedade por ajudar, ao lado de sua esposa, os imigrantes que escolheram as nossas terras para viver. Questionado sobre a satisfação de realizar esse trabalho totalmente voluntário, ele afirma que faz “por amor as pessoas”.

“A gente só consegue fazer o voluntariado por amor a Jeová [Deus] e pelas pessoas. Nesse trabalho, esses imigrantes enxergam uma atitude amorosa. Existe um preconceito muito grande quanto às pessoas vindas do Peru e Bolívia. Quando observam o interesse que temos nelas, principalmente o desejo de ajuda-las espiritualmente, elas ficam comovidas e felizes. É difícil morar num pais que não é a sua nacionalidade, mais elas sabem que por aqui vão se sentir acolhidas graças ao nosso trabalho”, comenta Oliveira.   

Prédio do Salão do Reino das Testemunhas de Jeová da Congregação de Língua Espanhola ( Foto Google Maps)


























O grupo é organizado e a cada dia atrai novos adeptos. Atualmente, cinco peruanos e um boliviano deixaram suas famílias nos seus respectivos países para viver no Acre e se juntar aos voluntários acreanos. Além do intercambio cultural, eles também servem como ‘tutores’ de línguas.

Carlos Quinto deixou a família no Peru para viver no Brasil. Ele diz que a obra possibilita ajudar as pessoas a encontrarem um “futuro melhor” e diz que se senti feliz por contribuir na obra.  “Ensinar as pessoas é uma satisfação muito grande. Principalmente por vê-las crescendo de acordo com os princípios da bíblia. Na congregação existem pessoas, famílias de peruanos que são regulares às reuniões. Eles atravessam a cidade para assisti-las. Isto nos enche de alegria”, diz.

O Salão do Reino da Congregação de Língua Espanhola fica localizado no Segundo Distrito, na Rua Salím Fahat nas proximidades do antigo barracão do bairro quinze. Os encontros são realizados toda quarta-feira (a partir das 19 horas) e domingo (a partir das 9 horas da manhã). A assistência em média é de 20 a 25 pessoas. A entrada dos encontros preparados na língua espanhola é gratuita assim como as aulas bíblicas.